Marcio Rodrigo Alecio, Estudante de Direito
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Marcio Rodrigo Alecio

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Acreano, Engenheiro Agrônomo, Mestre em Ciências Agrárias, Doutor em Biotecnologia/Produção Vegetal e acadêmico de Direito.

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Marcio Rodrigo Alecio, Estudante de Direito
Marcio Rodrigo Alecio
Comentário · há 6 anos
Primeiramente agradeço pela leitura e comentário.
Destaco que se trata de um artigo de opinião e da mesma forma concordo em partes com vossa opinião e respeito seu posicionamento.
Quando há corrupção tanto no setor público ou privado, a conta, mais cedo ou mais tarde, sempre chega para os consumidores e infelizmente, na maioria das vezes, para os mais pobres.
As privatizações ocorrem em todos os governos, a partir de seu início, em uns com mais ou menos força, a depender do perfil ideológico adotado. Em alguns prevaleceram às concessões, em outros as vendas totais dos ativos.
O que defendo é que o capital público, de interesse social e estratégico para o desenvolvimento e soberania nacional não seja simplesmente repassada para iniciativa privada, uma vez que o Estado precisa cumprir com seu papel constitucional, de promover a justiça social. Pra isso, algumas empresas até podem ser privatizadas, mas desde que realizados estudos isentos, detalhados e especializados, que devem inclusive ser referendados democraticamente pela população.
Pra mim, a diferença entre o monopólio público e privado é bem simples. O público deve atender aos interesses de toda a sociedade, enquanto que o privado, por visar exclusivamente o lucro, na imensa maioria das vezes, concentrará o lucro nas mãos dos proprietários e de seus acionistas. Se houver prejuízo, no público, é lógico, também serão divididos com todos. Mas devido ao cunho social de algumas atividades, mesmo quando o saldo é negativo, devido à sua importância, não se deve ser visto somente como prejuízo e sim como investimento social e cumprimento do dever do Estado. Se deixar somente nas mãos da iniciativa privada, muitos serão excluídos, seja pelo custo elevado ou maiores dificuldades de acesso mesmos.
Quanto à privatização durante a ditadura militar, realmente foram poucas, devido à característica principal de estatização adota pelo regime, mas ocorreram. No governo do Figueiredo foram vendidas 20 empresas estatais.
Muito obrigado mais um vez pelo comentário.
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